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quinta-feira, 2 de março de 2017

Laranja mecânica e o Condicionamento Clássico


Costumo ouvir/ler muitas críticas à Teoria Comportamental, ou Behaviorismo, proposta por Skinner, e posteriormente aprofundada por seguidores (as) como TCC - Terapia Comportamental Cognitiva.
Mutas das críticas estão baseadas na proposta do condicionamento clássico, descrita pelo famoso experimento de Pavlov, com o cachorro.

O filme "laranja mecânica" eternizou o experimento no imaginário popular, ao mostrar ao mesmo tempo a eficácia e o terror do tratamento baseado nessa concepção do condicionamento clássico.

Porém, gosto sempre de responder às críticas lembrando que seres humanos são muito mais complexos que cães salivando. Também, de que o condicionamento clássico de Pavlov, ficou lá, nos experimentos. Skinner partiu desse ponto para desenvolver outras teorias, (sobre condicionamento operante, tríplice contingência, etc). E, por fim, ressaltando que Skinner, ao descrever suas observações, experimentos, e defender suas teorias, sempre considerava os aspectos do ambiente (sócio-históricos, chamados por ele de contingências).
Portanto, críticas que o colocam essa teoria como o oposto do socioconstrutivismo, me parecem bastante infundadas.


Mais sobre condicionamento clássico, nesse link aqui,  que me despertou para essa reflexão.

Agradeço a audiência. 
E que venham as críticas. 




quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Neurociência, Meditação e Felicidade

Cada vez mais a ciência avança e a neuro ciência, por sua vez, vai descobrindo coisas incríveis sobre o funcionamento do cérebro...
O mais incrível são os resultados de experimentos e pesquisas que acabam por ser meras comprovações do que ensinamentos e práticas milenares já apontavam.
É o caso da meditação, por exemplo.

Muito tem se pesquisado sobre a prática da meditação ultimamente. E muito se tem descoberto.
Mas nenhuma grande novidade em relação ao que os/as mestres e mestras dessa prática já pregavam.

Descobriu-se através de experimentos que, durante a meditação há uma intensa atividade cerebral, porém, com grande foco e concentração, ao contrário de um relaxamento ou diminuição na atividade, como muitos pensavam.
Quanto mais meditam, mais o cérebro das pessoas pode mudar (neuroplasticidade). Resultados de estudos concluíram que o cérebro dos monges, que praticam intensamente a meditação, possui mair atividade no córtex pré-frontal esquerdo.
O mais interessante é que é justamente nessa parte que registra as emoções positivas.

Ou seja...

Quem medita pode ser mais feliz?
Os monges dizem que sim. E a ciência?





quarta-feira, 11 de maio de 2016

Neurocientista Suzana Herculano-Houzel

Usamos apenas 10% do cérebro?
Qual a diferença entre cérebro e mente?
E o inconsciente?

São respostas que a neurociência tenta responder.

Assista à excelente  entrevista com a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, no Roda Viva.



terça-feira, 12 de abril de 2016

Sexualidade

Bom, e como especialista da área da sexualidade, militante feminista e pela igualdade de gênero que sou, esse blog, apesar de ser voltado para a psicologia e neurociência, não poderia deixar de passar pelo assunto, não é mesmo?

Vi esse vídeo no minutos psíquicos e achei bem bacana.
Simplifica bem o tema, mas pode ser um bom ponto de partida para quem quer começar a entender todo o debate em torno do assunto.



segunda-feira, 7 de março de 2016

Avaliação Psicológica

Estava procurando material para discutir a avaliação psicológica, e acabei me deparando com um vídeo da minha ex-professora, muito querida, Ana Paula Porto Noronha.
Saudades do tempo da faculdade.
Saudades da turma e dos mestres e mestras.
Bom vê-los(as) brilhando ainda...

Confira esse excelente material, com essa grande profissional, disponibilizado pelo CRP:






terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Percepção - 5 sentidos

Quando falamos em aprendizagem, tudo começa na percepção.
É o sistema Nervoso Periférico (SNP), que, em uma troca com o meio, captura uma nova informação e a direciona para o Sistema Nervoso Central (SNC)
É esse input sensorial que vai permitir que o acesso a essa informação nova, a partir do processamento cognitivo e conexão com outras informações já existentes (os subsunçores, como refere Ausubel, os conhecimentos prévios), transforme-se um novo conhecimento, através do estabelecimento de uma nova conexão neural.

Parece óbvio falar dos 5 sentidos, mas, como eles são tão importantes no início desse processo, vale sempre reforçar a discussão para entendê-los bem.
Segue uma série de vídeos produzidos pelo Hospital Albert Einstein, que explica de maneira simples e divertida, cada um de nossos sentidos:


Tato:



Audição



Visão



Paladar:


Olfato:

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Minutos Psíquicos


Geeente...
vc já conhecem o canal do YouTube "Minutos Psíquicos"?
Não?

Eu não conhecia até ontem, mas agora que conheci, adorei!!!
Recomendo fortemente!





sábado, 31 de outubro de 2015

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O Cérebro do Atleta

É sempre um orgulho vermos nossos alunos e alunas encontrando seus espaços e mostrando seus trabalhos!
Reproduzo aqui a coluna do Washington Pedrette, meu ex-aluno da pós em Neurociência Aplicada à Educação, comentando sobre aplicações da neurociência ao treinamento de atletas.

O MMA é um esporte de alto rendimento, no qual o atleta tem que dar o melhor de si, em todos os sentidos — tanto mental quanto físico — e poucos segundos podem definir o resultado de um combate. Uns colhem os louros da vitória, ficam famosos, outros, nem tanto.
De qualquer forma, hoje muitos jovens frequentam academias de artes marciais e veem no esporte a chance de uma carreira. Como toda carreira, e o esporte não é diferente, existem etapas que não podem (e não devem) ser burladas. Uma dessas etapas pode ser chamada de psicológica, ou mental.
Em minha experiência atendendo lutadores, tenho visto muitos jovens, alguns realmente bons atletas, em excelente condição física, desistindo da carreira. Geralmente, após sofrer a primeira derrota profissional. Isso demonstra um total desconhecimento de seus potenciais,
Atualmente, a psicologia e a neurociência tem se debruçado muito em como melhor o desempenho dos atletas de alto rendimento, e hoje muitos esportistas já reconhecem a importância de um trabalho profissional para modificar seu aspecto mental — como forma de obter uma vantagem sobre seu oponente.
Cris Weidman, atual campeão dos pesos médios do UFC , invicto, é psicólogo e afirma para quem quiser ouvir que para chegar ao topo de qualquer esporte de alto rendimento a coisa mais importante é a parte mental. Segundo ele, o MMA é 90% mental e 10% físico, e essa é sua grande vantagem contra seus oponentes.
Na próxima coluna vou contar a história de uma atleta lutador de MMA (amador) que eu atendi, e de como a psicologia e a neurociência o ajudaram a realizar seu sonho de tornar-se um lutador profissional.

Washington Luis Pedrette é Psicólogo Clinico (CRP 06/122364), com pós-graduação em Neurociência Aplicada à Educação. Atua principalmente no desenvolvimento cognitivo de atletas de alto rendimento. 
Contato email: pedrettepsi@gmail.com

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Blog - Funções Executivas

E mais um excelente trabalho de uma das turmas de Neurociência aplicada à Educação.
Uma estratégia diferenciada de apresentar um seminário sobre Funções Executivas:

UM BLOG!





Parabéns ao grupo pelo trabalho!

Quem quiser acompanhar, segue o link:
http://funcoesexecutivasneurociencia.blogspot.com.br/


terça-feira, 5 de maio de 2015

Trabalho sobre Neuroplasticidade


Esses/as alunos/as sempre nos surpreendem!

Numa proposta de apresentação de seminário com estratégias diferentes, o Luiz e a Karina arrasaram criando a Revista Neurônios, para falar sobre a Neuroplasticidade.
Material top! Super qualidade tanto no conteúdo quanto no design.
Para ler ouvindo Raul.

"eu prefiro seeeer... "


 aqui




Quer conferir?
Pode baixar aqui.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Consciência

Mais um fruto de trabalho de alunas da turma de Pós em Neurociência aplicada à Educação, da FMU - Disciplina neuropsicologia da Aprendizagem.
O tema era consciência, e a estratégia de apresentação do trabalho era a criação de um site.
Elas aproveitaram para promover um debate entre a concepção Behaviorista e a Psicanalítica
Parabéns meninas. O trabalho ficou excelente!


http://monicaprofinfo.wix.com/consciencia

terça-feira, 24 de março de 2015

NEURONEWS - Neuroplasticidade


Com muito orgulho, compartilho aqui a produção d@s alun@s do curso de pós graduação em Neurociência aplicada à Educação, da FMU, como resultado de atividade proposta na disciplina Neuropsicologia e Aprendizagem:
A revista Neuronews - vol 1 - Uma edição dedicada à Neuroplasticidade.


https://dl.dropboxusercontent.com/u/48532376/NEURONEWS-1.pdf


Parabéns às/aos alun@s!
E Boa leitura!

quarta-feira, 18 de março de 2015

Raven e Columbia


Quando o paciente não apresenta condições de expressar-se verbalmente, usam-se os testes Matrizes Progressivas de Raven e Escala de Maturidade Mental Colúmbia.


Ambas avaliam a inteligência geral e possibilitam estimaa a capacidade de raciocínio geral de crianças de uma forma não-verbal.






O Objetivo do teste Matrizes Progressivas de Raven é descobrir as relações que existem entre as figuras e imaginar qual das oito figuras apresentadas completaria o sistema.



















A Escala de Maturidade Mental Columbia (EMMC) consta de um conjunto de 100 pranchas com 3, 4 ou 5 desenhos, em que apenas UM deles não obedece à relação existente entre os outros.
Este desenho diferencia-se dos demais, pelas sua cor, forma, tamanho ou outros aspectos que envolvem estabelecimento de relações mais complexas.









terça-feira, 17 de março de 2015

BPR-5

Com o propósito de avaliar a inteligência de uma forma global, foi padronizada para a população brasileira a Bateria de Provas de Raciocínio (BPR-5), a qual oferece estimativas do funcionamento cognitivo geral e das habilidades do indivíduo em cinco áreas específicas:

  • raciocínio abstrato;
  • raciocínio verbal;
  • raciocínio espacial;
  • raciocínio numérico;
  • raciocínio mecânico.

Este instrumento auxilia os examinadores a tomarem decisões sustentadas na avaliação das aptidões e raciocínio geral, tais como, por exemplo, na avaliação das dificuldades de aprendizagem.

É organizado em duas formas:

A) para estudantes da 6ª à 8ª série do ensino fundamental;

B) para alunos da 1ª à 3ª série do ensino médio.









WISC IV

E, para complementar,
um vídeo sobre o WISC IV:






Espero que possa ajudar!

As Escalas Wechsler

O padrão-ouro internacional para a quantificação das capacidades intelectuais são as Escalas Wechsler de inteligência, subdivididas pela faixa de idade.

Ao desenvolver sua bateria de testes, David Wechsler propôs o conceito de inteligência como uma entidade global e ao mesmo tempo única (razão pela qual utilizou o escore de QI), mas a baseou em um conjunto de habilidades específicas que são mais ou menos complexas e qualitativamente distintas. Originalmente estas escalas foram criadas sem relação com a teoria, embora posteriormente tenham sido feitas muitas especulações sobre a natureza desses testes e seus significados.

As escalas consistem em uma série de perguntas e respostas padronizadas que medem o potencial do indivíduo em áreas intelectuais diferentes, como o nível de informação sobre assuntos gerais, a interação com o meio ambiente e a capacidade de solucionar problemas cotidianos.




O Wisc, é específico para crianças
O Wais  é específico para adultos


O teste WPPSI (do inglês Wechsler Preschool and Primary Scale of Intelligence - Escala de Inteligência Wechsler para Pré-Escolares e Primário) é uma versão para crianças menores das escalas Wechsler, permitindo avaliar a inteligência de crianças entre 4 e 6,5 anos.
É constituída por seis subtestes verbais e cinco de natureza manipulativa. Normalmente, a aplicação de cinco subtestes de cada uma das subescalas (verbal e de execução) é suficiente para uma análise fidedigna.
A escala também permite recolher algumas informações sobre a organização do comportamento da criança.

As escalas de inteligência já são adaptadas, normatizadas e validadas para a população brasileira.
As baterias de avaliação de QI mais conhecidas e utilizadas em nosso meio são as Escalas Wechsler, que tiveram suas publicações completas mais recentes lançadas em 2002 (Escala de Inteligência Wechsler para Crianças - Terceira Edição - WISC-III, Figueiredo, 2002) e 2005 (Escala de Inteligência Wechsler para Adultos - Terceira Edição - WAIS-III, Nascimento, 2005) cujas aplicações duram em média 90 e 120 minutos, respectivamente.

Originalmente, as escalas de inteligência foram criadas para prever o desempenho acadêmico futuro, diferenciando aqueles que conseguiriam responder à escolarização formal daqueles que precisariam estudar em classes especiais. Atualmente, seu uso se ampliou muito, sendo que entre suas principais aplicações estão a avaliação de problemas de aprendizagem, no contexto psicoeducacional; o diagnóstico diferencial de desordens neurológicas e psiquiátricas e o planejamento de programas de reabilitação (neuro)cognitiva; e pesquisas, como, por exemplo, no pareamento de amostras.
Em virtude dessas novas utilizações, as formas reduzidas desses instrumentos são necessárias especialmente para triagem quando o tempo disponível para aplicação é limitado.

segunda-feira, 16 de março de 2015

As inteligências

Tradicionalmente, a inteligência está relacionada com as habilidades acadêmicas.
Porém existem outros tipos de inteligência, como, por exemplo, a caracterizada pela capacidade de relacionar ideias complexas, formar conceitos abstratos, derivar implicações lógicas através de regras gerais, e que, muitas vezes, não é possível mensurar através dos testes convencionais.


Nos testes convencionais, as abordagens da inteligência, duas são tratadas como fundamentais: a inteligência cristalizada (que prioriza o conhecimento) e a inteligência fluida (que prioriza o raciocínio).

 
A primeira se refere à profundidade das informações adquiridas via escolarização e geralmente é usada na resolução de problemas semelhantes ao que se aprendeu no passado (como nos testes tradicionais de inteligência).





A segunda se refere à capacidade de processamento cognitivo, ou seja, a capacidade geral de processar informações ou as operações mentais realizadas quando se resolvem problemas relativamente novos.





Breve histórico da avaliação Neuropsicológica



A avaliação neuropsicológica teve início com a observação de pacientes com lesões frontais e alterações comportamentais subsequentes a tais lesões.

No século XIX, surgiram as primeiras explicações que relacionaram as lesões dos lobos frontais às alterações do comportamento executivo.

No século XIX, os frenologistas Gall e Spurzheimer suspeitaram que os lobos frontais poderiam ser responsáveis pela fala e cálculo. Ainda nesse período, Broca descreveu diversos casos de afasia relacionados a lesões do lobo frontal esquerdo.


O caso Phineas Gage:

No século XIX, Harlow descreveu as alterações comportamentais de Phineas Gage (Gazzaniga et al., 1998). O caso de Phineas Gage foi a primeira tentativa de descrição detalhada do comprometimento das FE decorrente de uma lesão dos lobos frontais. John Harlow, médico que o acompanhou o caso, aventou que Gage havia sofrido lesões nos lobos frontais e que essa região é responsável por planejamentos e a execução de comportamentos socialmente adequados.




A moderna era da avaliação neuropsicológica das Funções Executivas teve início com os trabalhos pioneiros de Luria , que, mediante estudos com pacientes lesionados, durante a Segunda Guerra Mundial, Luria construiu um modelo explicativo para as lesões dos lobos frontais. Para Luria, o lobo frontal centraliza a responsabilidade por planejamentos, programação, regulação e verificação do comportamento intencional.


Os testes de inteligência mais comumente utilizados para crianças medem primariamente habilidades essenciais ao desempenho acadêmico.

Stanford-Binet foi o primeiro nos Estados Unidos.

Ainda hoje, se utilizam testes adaptado das escalas originais de Binet-Simon, que baseiam-se maciçamente no desempenho verbal e cobre desde os 2 anos até a idade adulta (23 anos), fornecendo uma idade mental e o chamado quociente de inteligência (QI).

Tanto o Stanford-Binet, como o WISC-III e o WIPPSI, que será comentado em breve, são administrados individualmente a cada sujeito.

domingo, 15 de março de 2015

Avaliação Neuropsicológica - Indicações parte 2

Assim, sendo, a Avaliação Neuropsicológica  é recomendada em qualquer casos em que exista suspeita de dificuldade cognitiva de origem neurológica ou comportamental.

Alguns exemplos:

- Doença de Alzheimer e outros tipos de Demências;
- Diagnóstico diferencial entre Depressão e Demência;
- Epilepsia;
- Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade;
- Dificuldades escolares;
- Distúrbios do desenvolvimento;
- Lesões cerebrais decorrentes de traumatismos;
- Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico ou isquêmico;
- Distúrbios psiquiátricos ou neuropsiquiátricos;
- Esclerose múltipla e outras doenças neurodegenerativas;

- Déficits causados por abuso de drogas e álcool e outras substâncias.