Mostrando postagens com marcador instrumentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador instrumentos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O Cérebro do Atleta

É sempre um orgulho vermos nossos alunos e alunas encontrando seus espaços e mostrando seus trabalhos!
Reproduzo aqui a coluna do Washington Pedrette, meu ex-aluno da pós em Neurociência Aplicada à Educação, comentando sobre aplicações da neurociência ao treinamento de atletas.

O MMA é um esporte de alto rendimento, no qual o atleta tem que dar o melhor de si, em todos os sentidos — tanto mental quanto físico — e poucos segundos podem definir o resultado de um combate. Uns colhem os louros da vitória, ficam famosos, outros, nem tanto.
De qualquer forma, hoje muitos jovens frequentam academias de artes marciais e veem no esporte a chance de uma carreira. Como toda carreira, e o esporte não é diferente, existem etapas que não podem (e não devem) ser burladas. Uma dessas etapas pode ser chamada de psicológica, ou mental.
Em minha experiência atendendo lutadores, tenho visto muitos jovens, alguns realmente bons atletas, em excelente condição física, desistindo da carreira. Geralmente, após sofrer a primeira derrota profissional. Isso demonstra um total desconhecimento de seus potenciais,
Atualmente, a psicologia e a neurociência tem se debruçado muito em como melhor o desempenho dos atletas de alto rendimento, e hoje muitos esportistas já reconhecem a importância de um trabalho profissional para modificar seu aspecto mental — como forma de obter uma vantagem sobre seu oponente.
Cris Weidman, atual campeão dos pesos médios do UFC , invicto, é psicólogo e afirma para quem quiser ouvir que para chegar ao topo de qualquer esporte de alto rendimento a coisa mais importante é a parte mental. Segundo ele, o MMA é 90% mental e 10% físico, e essa é sua grande vantagem contra seus oponentes.
Na próxima coluna vou contar a história de uma atleta lutador de MMA (amador) que eu atendi, e de como a psicologia e a neurociência o ajudaram a realizar seu sonho de tornar-se um lutador profissional.

Washington Luis Pedrette é Psicólogo Clinico (CRP 06/122364), com pós-graduação em Neurociência Aplicada à Educação. Atua principalmente no desenvolvimento cognitivo de atletas de alto rendimento. 
Contato email: pedrettepsi@gmail.com

terça-feira, 17 de março de 2015

WISC IV

E, para complementar,
um vídeo sobre o WISC IV:






Espero que possa ajudar!

As Escalas Wechsler

O padrão-ouro internacional para a quantificação das capacidades intelectuais são as Escalas Wechsler de inteligência, subdivididas pela faixa de idade.

Ao desenvolver sua bateria de testes, David Wechsler propôs o conceito de inteligência como uma entidade global e ao mesmo tempo única (razão pela qual utilizou o escore de QI), mas a baseou em um conjunto de habilidades específicas que são mais ou menos complexas e qualitativamente distintas. Originalmente estas escalas foram criadas sem relação com a teoria, embora posteriormente tenham sido feitas muitas especulações sobre a natureza desses testes e seus significados.

As escalas consistem em uma série de perguntas e respostas padronizadas que medem o potencial do indivíduo em áreas intelectuais diferentes, como o nível de informação sobre assuntos gerais, a interação com o meio ambiente e a capacidade de solucionar problemas cotidianos.




O Wisc, é específico para crianças
O Wais  é específico para adultos


O teste WPPSI (do inglês Wechsler Preschool and Primary Scale of Intelligence - Escala de Inteligência Wechsler para Pré-Escolares e Primário) é uma versão para crianças menores das escalas Wechsler, permitindo avaliar a inteligência de crianças entre 4 e 6,5 anos.
É constituída por seis subtestes verbais e cinco de natureza manipulativa. Normalmente, a aplicação de cinco subtestes de cada uma das subescalas (verbal e de execução) é suficiente para uma análise fidedigna.
A escala também permite recolher algumas informações sobre a organização do comportamento da criança.

As escalas de inteligência já são adaptadas, normatizadas e validadas para a população brasileira.
As baterias de avaliação de QI mais conhecidas e utilizadas em nosso meio são as Escalas Wechsler, que tiveram suas publicações completas mais recentes lançadas em 2002 (Escala de Inteligência Wechsler para Crianças - Terceira Edição - WISC-III, Figueiredo, 2002) e 2005 (Escala de Inteligência Wechsler para Adultos - Terceira Edição - WAIS-III, Nascimento, 2005) cujas aplicações duram em média 90 e 120 minutos, respectivamente.

Originalmente, as escalas de inteligência foram criadas para prever o desempenho acadêmico futuro, diferenciando aqueles que conseguiriam responder à escolarização formal daqueles que precisariam estudar em classes especiais. Atualmente, seu uso se ampliou muito, sendo que entre suas principais aplicações estão a avaliação de problemas de aprendizagem, no contexto psicoeducacional; o diagnóstico diferencial de desordens neurológicas e psiquiátricas e o planejamento de programas de reabilitação (neuro)cognitiva; e pesquisas, como, por exemplo, no pareamento de amostras.
Em virtude dessas novas utilizações, as formas reduzidas desses instrumentos são necessárias especialmente para triagem quando o tempo disponível para aplicação é limitado.