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sexta-feira, 3 de março de 2017

A Neurociência e a Educação em sala de aula

Na docência, tenho notado certo furor no estudo da neurociência aplicada à Educação, como se essa ciência que, nos últimos anos tem tido bastante desenvolvimento, fosse trazer consigo repostas e soluções aos grandes problemas enfrentados, historicamente, pela educação, sobretudo em nosso País.
O Fato é que, a neurociência não tem descoberto nada de muito novo, mas, (não menos importante) tem comprovado a partir dos avanços tecnológicos na observação do cérebro em funcionamento teorias que já vinham sendo defendidas por teóricos (as) há décadas, séculos.


Mas, é claro que cada avanço deve ser comemorado, e cada descoberta, ou comprovação nos demanda reflexão, especialmente acerca de nossas práticas como educadores e educadoras.

Me pareceu muito interessante esse estudo da faculdade de Saúde Pública da USP, não pelo ineditismo de seus resultados, afinal, qualquer pedagogo (a) não vai discordar que:


 "os estímulos ambientais ampliam as conexões entre neurônios, havendo uma relação entre as experiências de vida e o desenvolvimento do cérebro. 'A aprendizagem pode ser mais eficiente se o professor conhecer a vida da criança em casa, tendo mais contato com as famílias, por meio das reuniões de pais ou mesmo chamando os familiares, se for necessário, demonstrando interesse pelo aluno'..."

Mas, o que mais me chama atenção nesse artigo é a relação entre Educação e Promoção da saúde, que tanto defendo em minhas aulas.

Não há como separar essas duas visões e a neurociência, enquanto conhecimento que nasceu da intersecção de várias áreas (ou seja, de natureza interdisciplinar) vem a reforçar essa tese.

'o profissional de educação precisa se conscientizar do papel que tem como formador, muito mais do que apenas como transmissor de informações, e buscar compensar as possíveis falhas do seu curso de formação profissional. 'Sempre cabe um repensar e se pode melhorar a atuação a cada dia' [...] a educação determina em grande parte o bem-estar e a felicidade que a pessoa possa ter na vida. 'Não se apaga o que se faz em educação, sejam aspectos positivos ou negativos'. "
Veja a matéria completa aqui

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Percepção - 5 sentidos

Quando falamos em aprendizagem, tudo começa na percepção.
É o sistema Nervoso Periférico (SNP), que, em uma troca com o meio, captura uma nova informação e a direciona para o Sistema Nervoso Central (SNC)
É esse input sensorial que vai permitir que o acesso a essa informação nova, a partir do processamento cognitivo e conexão com outras informações já existentes (os subsunçores, como refere Ausubel, os conhecimentos prévios), transforme-se um novo conhecimento, através do estabelecimento de uma nova conexão neural.

Parece óbvio falar dos 5 sentidos, mas, como eles são tão importantes no início desse processo, vale sempre reforçar a discussão para entendê-los bem.
Segue uma série de vídeos produzidos pelo Hospital Albert Einstein, que explica de maneira simples e divertida, cada um de nossos sentidos:


Tato:



Audição



Visão



Paladar:


Olfato: