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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Neurocientista Suzana Herculano-Houzel

Usamos apenas 10% do cérebro?
Qual a diferença entre cérebro e mente?
E o inconsciente?

São respostas que a neurociência tenta responder.

Assista à excelente  entrevista com a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, no Roda Viva.



segunda-feira, 7 de março de 2016

Avaliação Psicológica

Estava procurando material para discutir a avaliação psicológica, e acabei me deparando com um vídeo da minha ex-professora, muito querida, Ana Paula Porto Noronha.
Saudades do tempo da faculdade.
Saudades da turma e dos mestres e mestras.
Bom vê-los(as) brilhando ainda...

Confira esse excelente material, com essa grande profissional, disponibilizado pelo CRP:






terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Percepção - 5 sentidos

Quando falamos em aprendizagem, tudo começa na percepção.
É o sistema Nervoso Periférico (SNP), que, em uma troca com o meio, captura uma nova informação e a direciona para o Sistema Nervoso Central (SNC)
É esse input sensorial que vai permitir que o acesso a essa informação nova, a partir do processamento cognitivo e conexão com outras informações já existentes (os subsunçores, como refere Ausubel, os conhecimentos prévios), transforme-se um novo conhecimento, através do estabelecimento de uma nova conexão neural.

Parece óbvio falar dos 5 sentidos, mas, como eles são tão importantes no início desse processo, vale sempre reforçar a discussão para entendê-los bem.
Segue uma série de vídeos produzidos pelo Hospital Albert Einstein, que explica de maneira simples e divertida, cada um de nossos sentidos:


Tato:



Audição



Visão



Paladar:


Olfato:

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Minutos Psíquicos


Geeente...
vc já conhecem o canal do YouTube "Minutos Psíquicos"?
Não?

Eu não conhecia até ontem, mas agora que conheci, adorei!!!
Recomendo fortemente!





quinta-feira, 2 de abril de 2015

Consciência

Mais um fruto de trabalho de alunas da turma de Pós em Neurociência aplicada à Educação, da FMU - Disciplina neuropsicologia da Aprendizagem.
O tema era consciência, e a estratégia de apresentação do trabalho era a criação de um site.
Elas aproveitaram para promover um debate entre a concepção Behaviorista e a Psicanalítica
Parabéns meninas. O trabalho ficou excelente!


http://monicaprofinfo.wix.com/consciencia

quarta-feira, 18 de março de 2015

Avaliação da Linguagem

Para avaliação neuropsicológica da Linguagem, um dos testes mais utilizados é o Boston Naming Test, que utiliza figuras de objetos para avaliar a capacidade de reconhecimento e nomeação.

É empregado em crianças com dificuldades de compreensão ou produção de palavras ou material verbal escrito.
Pode ser usado a partir dos 6 anos de idade.




Também são utilizados o Teste de Fluência verbal (FAS, do inglês Verbal Fluency):

“Vou dizer uma letra do alfabeto. Quero que você me fale quantas palavras puder que comecem com aquela letra. Diga o mais rápido possível. Por exemplo, se eu disser “B”você poderá falar “boi, batalha, bengala…” Não quero que use nomes próprios como Bruno ou Belém. Não fale também nomes com sufixos diferentes, como beijar, beijando. Alguma pergunta? Comece quando eu disser a letra. A primeira letra é “F”. Pode começar” (quando finalizada a ordem para iniciar comece a cronometrar)

Tempo: 1 minuto para cada letra. Procure dizer palavars de incentivo, como “muito bem”ao final de cada minuto. Se o examinado tender a parar antes do final do tempo encoraje-o. Se houver passa de 15 segundos repetir as instruções básicas e a letra. Realizar o mesmo procedimento com as letras “A” e “S”.

E outros testes de compreensão, como o Teste de Token, além de compreensão de textos, escrita e leitura.
A avaliação inclui, ainda, os seguintes tópicos:

  • Órgãos fonoarticulatórios, 
  • Hábitos orais
  • Desenvolvimento da linguagem.

Algumas particularidades precisam ser respeitadas e levadas em conta quando se avalia uma criança com lesão cerebral.
Cabe ao profissional ter clareza dos propósitos, conhecimentos, habilidade e adequação das técnicas e instrumentos de investigação a serem utilizados, como também ter conhecimento das possíveis alterações e limitações decorrentes da lesão cerebral, para que não sejam cometidos equívocos ao concluir-se a avaliação neuropsicológica.

Avaliação da Memória


Para a avaliação neuropsicológica dessa função, são utilizados instrumentos que avaliam a capacidade de aprendizado de funções de memória, como, por exemplo:

Teste de Aprendizado Auditivo Verbal de Rey (Rey Auditory Verbal Learning Test-RAVLT)

e o

Teste de Aprendizado Visual de Desenhos de Rey (Rey Visual Design Learning Test-RVDLT).

Os testes que envolvem aprendizado, são mais sensíveis para detectar prejuízos de memória do que testes apresentados somente uma vez.


No teste de Aprendizado Auditivo Verbal de Rey, lê-se a lista de palavras para o examinando, pausadamente, cinco vezes consecutivas. Após cada uma das vezes em que são apresentadas as 15 palavras, o sujeito deve fazer a evocação do material, sem precisar seguir a mesma ordem de apresentação.


Teste de Aprendizado Visual de Desenhos de Rey (Rey Visual Design Learning Test - RVDLT)




O WRAML (do inglês Wide Range Assessment of Memory and Learning) é um instrumento psicométrico destinado a avaliar a capacidade de aprender e memorizar ativamente vários tipos de informação em pacientes na faixa etária de 5 a 17 anos (memória visual, aprendizado verbal, memória para histórias).




Raven e Columbia


Quando o paciente não apresenta condições de expressar-se verbalmente, usam-se os testes Matrizes Progressivas de Raven e Escala de Maturidade Mental Colúmbia.


Ambas avaliam a inteligência geral e possibilitam estimaa a capacidade de raciocínio geral de crianças de uma forma não-verbal.






O Objetivo do teste Matrizes Progressivas de Raven é descobrir as relações que existem entre as figuras e imaginar qual das oito figuras apresentadas completaria o sistema.



















A Escala de Maturidade Mental Columbia (EMMC) consta de um conjunto de 100 pranchas com 3, 4 ou 5 desenhos, em que apenas UM deles não obedece à relação existente entre os outros.
Este desenho diferencia-se dos demais, pelas sua cor, forma, tamanho ou outros aspectos que envolvem estabelecimento de relações mais complexas.









terça-feira, 17 de março de 2015

BPR-5

Com o propósito de avaliar a inteligência de uma forma global, foi padronizada para a população brasileira a Bateria de Provas de Raciocínio (BPR-5), a qual oferece estimativas do funcionamento cognitivo geral e das habilidades do indivíduo em cinco áreas específicas:

  • raciocínio abstrato;
  • raciocínio verbal;
  • raciocínio espacial;
  • raciocínio numérico;
  • raciocínio mecânico.

Este instrumento auxilia os examinadores a tomarem decisões sustentadas na avaliação das aptidões e raciocínio geral, tais como, por exemplo, na avaliação das dificuldades de aprendizagem.

É organizado em duas formas:

A) para estudantes da 6ª à 8ª série do ensino fundamental;

B) para alunos da 1ª à 3ª série do ensino médio.









WISC IV

E, para complementar,
um vídeo sobre o WISC IV:






Espero que possa ajudar!

WISC-III

O WISC-III é um instrumento clínico de administração individual para avaliar a capacidade intelectual de crianças e adolescentes (dos 6 aos 16 anos, 11meses e 30 dias).
É composta por 13 subtestes, cada um medindo um aspecto diferente da inteligência.
O desempenho nestes subtestes é resumido em 3 medidas: QIs Verbal, de Execução e Total.
Oferece ainda estimativas em 4 índices fatoriais: Compreensão Verbal, Organização Perceptual, Resistência à Distração e Velocidade de Processamento.

Exemplo: O subteste Cubos visa averiguar a capacidade de análise, síntese e planejamento de coordenadas vísuo-espaciais e a praxia construtiva.
Pede-se ao sujeito que reproduza, com cubos de faces coloridas, desenhos que lhe são mostrados. Para cada modelo é estipulado um prazo limite para execução.



Diversos subtestes da Escala de Inteligência Wechsler (WISC III e WPPSI) também auxiliam na investigação de disfunções frontais, tais como analogias, compreensão, códigos, etc

Embora o QI não seja uma medida para localizar disfunções cerebrais, o resultado de QI contribui para dar maiores informações sobre o nível geral de funcionamento do paciente e, assim, servir de referência para outras funções mais específicas, como memória, linguagem, etc.

Crianças com dificuldades motoras em geral são penalizadas neste teste, que não deve ser usado quando tal deficiência estiver presente.


Fontes:
YATES, D.B. e outros, Apresentação da Escala de Inteligência Wechsler abreviada (WASI), Resumos-XI Simpósio da ANPEPP, Aval. psicol. v.5 n.2 Porto Alegre dez. 2006.
CRUZ, M.B.Z, WISC III: Escala de Inteligência Wechsler para crianças: Manual , Aval. psicol., v.4 n.2 Porto Alegre nov. 2005
 
Mais sobre o WISC-III?
Tente esse vídeo  

segunda-feira, 16 de março de 2015

Breve histórico da avaliação Neuropsicológica



A avaliação neuropsicológica teve início com a observação de pacientes com lesões frontais e alterações comportamentais subsequentes a tais lesões.

No século XIX, surgiram as primeiras explicações que relacionaram as lesões dos lobos frontais às alterações do comportamento executivo.

No século XIX, os frenologistas Gall e Spurzheimer suspeitaram que os lobos frontais poderiam ser responsáveis pela fala e cálculo. Ainda nesse período, Broca descreveu diversos casos de afasia relacionados a lesões do lobo frontal esquerdo.


O caso Phineas Gage:

No século XIX, Harlow descreveu as alterações comportamentais de Phineas Gage (Gazzaniga et al., 1998). O caso de Phineas Gage foi a primeira tentativa de descrição detalhada do comprometimento das FE decorrente de uma lesão dos lobos frontais. John Harlow, médico que o acompanhou o caso, aventou que Gage havia sofrido lesões nos lobos frontais e que essa região é responsável por planejamentos e a execução de comportamentos socialmente adequados.




A moderna era da avaliação neuropsicológica das Funções Executivas teve início com os trabalhos pioneiros de Luria , que, mediante estudos com pacientes lesionados, durante a Segunda Guerra Mundial, Luria construiu um modelo explicativo para as lesões dos lobos frontais. Para Luria, o lobo frontal centraliza a responsabilidade por planejamentos, programação, regulação e verificação do comportamento intencional.


Os testes de inteligência mais comumente utilizados para crianças medem primariamente habilidades essenciais ao desempenho acadêmico.

Stanford-Binet foi o primeiro nos Estados Unidos.

Ainda hoje, se utilizam testes adaptado das escalas originais de Binet-Simon, que baseiam-se maciçamente no desempenho verbal e cobre desde os 2 anos até a idade adulta (23 anos), fornecendo uma idade mental e o chamado quociente de inteligência (QI).

Tanto o Stanford-Binet, como o WISC-III e o WIPPSI, que será comentado em breve, são administrados individualmente a cada sujeito.

domingo, 15 de março de 2015

Avaliação Neuropsicológica - Indicações parte 2

Assim, sendo, a Avaliação Neuropsicológica  é recomendada em qualquer casos em que exista suspeita de dificuldade cognitiva de origem neurológica ou comportamental.

Alguns exemplos:

- Doença de Alzheimer e outros tipos de Demências;
- Diagnóstico diferencial entre Depressão e Demência;
- Epilepsia;
- Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade;
- Dificuldades escolares;
- Distúrbios do desenvolvimento;
- Lesões cerebrais decorrentes de traumatismos;
- Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico ou isquêmico;
- Distúrbios psiquiátricos ou neuropsiquiátricos;
- Esclerose múltipla e outras doenças neurodegenerativas;

- Déficits causados por abuso de drogas e álcool e outras substâncias.



Avaliação Neuropsicológica - Indicações


Algumas da indicações para a avaliação neuropsicológica:

  • Identificar os prejuízos e as habilidades cognitivas preservadas nos pacientes;
  • Auxílio no diagnóstico diferencial de doenças neurológicas e psiquiátricas;
  • Elaboração de laudos para fins legais, sendo este o exame complementar que apresenta maior poder de discriminação numa avaliação médica pericial;
  • Orientação quanto à eficácia do tratamento farmacológico;
  • Elaboração, nos casos indicados, de um programa de reabilitação e estimulação cognitiva.

Avaliação Neuropsicológica - Procedimentos


Para um avaliação neuropsicológica bem sucedida, o ideal é que primeiramente seja realizada uma entrevista de triagem, para obter informações sobre a saúde global do paciente, incluindo queixas emocionais, cognitivas e comportamentais.

Essa entrevista é fundamentam, para que se possa identificar aspectos socio-familiares que possam ter influência no transtorno ou dificuldade apresentada.
E é a partir dessa triagem seleciona-se a bateria de testes neuropsicológicos mais adequada.Os resultados qualitativos e quantitativos indicarão as funções cognitivas preservadas e as funções que apresentam deficiência.

Em geral, elabora-se um relatório ou laudo neuropsicológico, onde são relatados os principais resultados da avaliação.

sábado, 14 de março de 2015

Avaliação Neuropsicológica - Avalia o que?

Diante do que já foi exposto nos posts anteriores, podemos definir que a Avaliação Neuropsicológica:

É o exame detalhado das funções mentais - funções cognitivas - utilizando-se de um conjunto de testes e procedimentos padronizados.
Possibilita a visualização do grau de integridade ou comprometimento das funções avaliadas.


ALGUMAS FUNÇÕES AVALIADAS
  • Memória;
  • Atenção;
  • Linguagem;
  • Raciocínio;
  • Conceituação;
  • Percepção visual;
  • Orientação;
  • Funções Executivas;
  • Humor

quinta-feira, 12 de março de 2015

Avaliação Neuropsicológica - Definição


O artigo Neuropsicologia da Aprendizagem, é um artigo de revisão e traz noções básicas sobre neurociência, aprendizagem e alguns transtornos psicológicos.
Dentre esses temas, os (as) autores (as) também abordam a Avaliação, ou Investigação Neuropsicológica, e sua importância.

Segundo eles (as):
"A investigação psicológica permite conhecer a estrutura interna dos processos psicológicos e da conexão interna que os une. Ela também nos possibilita realizar um exame pormenorizado das alterações que surgem nos casos de lesões cerebrais locais, assim como as maneiras pelas quais os processos psicológicos são alterados por essas lesões."
e seguem:
"Esse exame também se estende ao processo ensino-aprendizagem em geral, pois nos permite estabelecer algumas relações entre as funções psicológicas superiores (linguagem, atenção, memória, etc.) e a aprendizagem simbólica (conceitos, escrita, leitura, etc.), ou seja, o modelo neuropsicológico das dificuldades da aprendizagem se preocupa em reunir uma amostra de funções mentais superiores envolvidas na aprendizagem simbólica, as quais estão, obviamente, correlacionadas com a organização funcional do cérebro. Sem essa condição sine qua non, a aprendizagem não se processa normalmente, neste caso, podemos nos deparar com uma disfunção ou lesão cerebral."
Os (as) autores (as) apontam ainda, que os testes utilizados na avaliação neuropsicológica são diferentes dos utilizados geralmente em psicopedagogia.
A diferença se dá, sobretudo, na exploração de funções pontuais da mente que correspondem a áreas e circuitos muito bem identificados do cérebro, que propicia o reconhecimento das síndromes e quadros clínicos caracterizados sobre as bases anatomo-funcionais do cérebro.

No próximo post, mais sobre o assunto...

Referência e link para o artigo:
PAULA, G.R., BEBER B.C., BAGGIO S.B., PETRY T., Neuropsicologia da aprendizagem, Rev. psicopedag. vol.23 no.72 São Paulo, 2006, 224-231



segunda-feira, 9 de março de 2015

Funções Mentais Superiores

Vamos falar, agora, um pouco sobre as chamadas Funções Mentais Superiores.
Usa-se o termo Funções Mentais Superiores para referir-se ao processo de pensamento, memória, sensação, percepção, atenção, linguagem, emoção, etc.
É, portanto, através delas que os indivíduos desenvolvem visões de si mesmo e do mundo que os rodeia.

Sensação e percepção são a base de todas as outras funções mentais.






sexta-feira, 6 de março de 2015

Funções executivas

Começo o blog compartilhando um vídeo sobre Funções executivas, que podem ser definidas como:

"Habilidades cognitivas necessárias para controlar nossos pensamentos, nossas emoções e nossas ações São processos multidimensionais de controle cognitivo que se caracterizam por serem voluntários e exigir um alto esforço. Eles incluem a capacidade de avaliar, organizar e alcançar metas, bem como a capacidade de adaptar o comportamento com flexibilidade ao ser confrontado com novos problemas e situações."

Para falarmos de Neurociência e neuropsicologia, é importante a compreensão dessas funções, que são a base da capacidade de aprendizagem humana e de aquisição de novos comportamentos.

Vocês podem ler mais sobre o tema aqui